domingo, 13 de janeiro de 2013

Elvis, o mito.

Aquele cara bem sucedido na vida, a quem nada faltava, considerado um mito e idolatrado por centenas de milhões de pessoas em todo o mundo, percebeu aquela menina ali parada, tomada pela emoção de estar em sua presença e encantada por poder ouvi-lo.
Notando que se tratava de uma garotinha cega, não pensou um segundo sequer: deixou de lado seus músicos tocando e, sem se importar com a reação de seus milhares de expectadores ou com eventuais críticas da mídia, o gigante pediu que a trouxessem até ele.
Primeiro beijou-a nos olhos, depois beijou o lenço que tinha consigo e o tocou nos olhos da pequena. Deu-lhe um abraço afetuoso e murmurou algumas palavras ao seu ouvido, de modo que só ela pudesse ouvir. Possivelmente rogou-lhe as bênçãos de Deus, como sempre fazia, por hábito de infância.
Para ele o dia estava ganho! Havia cumprido mais um ato na missão que mais lhe satisfazia, que era fazer bem às pessoas, seja através de sua música, de seu suporte financeiro, de seu carisma ou de qualquer outro dom, dentre tantos com os quais Deus lhe contemplara.
Para ele, aquela criatura indefesa representava todos seres marcados pelas próprias limitações, pela insignificância, pelos defeitos e pecados provenientes da injustiça humana!...
A menina, por sua vez, naquele momento sentiu-se a pessoa mais importante do mundo!... E, de fato, ela era, pelo simples fato de ter sido tocada e acariciada pelo mito.
Por causa dessa sua natureza peculiar, sempre que chegava a uma cidade, antes receber qualquer autoridade ou prestigiar qualquer outro evento grandioso, Elvis recebia e buscava auxiliar pessoas comuns e necessitadas.
Por mais que a mídia, com seus investimentos milionários em marketing insistisse em promoções de fachada, ele sempre priorizava a sua generosidade, exigindo que não tornassem públicos tais atos. Ao longo de toda a vida, preservou sua cultura e nunca mudou os hábitos mais puros e mais singelos ensinados pela mãe desde muito cedo. Do alto de sua grandeza, ele nunca se dirigiu a uma pessoa mais velha sem usar o seu típico "yes, sir" (sim, senhor), por mais humilde que essa pessoa fosse, e sempre se curvava de joelhos diante de qualquer símbolo alusivo a Jesus Cristo.
Nem mesmo a consciência de ser o mito contemporâneo mais idolatrado da humanidade, que já teria mudado culturalmente o mundo por meio de sua arte, em sua modéstia peculiar jamais admitiu ser chamado de Rei. Pelo contrário, pedia sempre em seus shows que cartazes atribuindo-lhe tal título fossem baixados, alegando não reconhecer "outro Rei, senão Jesus Cristo". Isso o difere muito dos tantos "reis" que o sucederam, autointitulados ou produzidos pela mídia.
Nada sintetizaria mais sua obra artística e seu exemplo humanitário que a inscrição contida em sua lápide: Ele foi um presente precioso oferecido por Deus, dotado de um talento único que também só pode ter sido obra de Deus, tendo repartido com o mundo um dos maiores exemplos de nobreza de caráter.
Aclamado exaustivamente e contemplado com os maiores prêmios e condecorações, ele foi e ainda é admirado, não somente por ter sido o "show man" espetacular, o "Rei do Rock" que deu início a tudo, mas também pela sua grandiosidade humanitária e por sua generosidade.

Ele revolucionou os costumes e demarcou o início de uma nova era na história da música, ao criar e encantar o mundo com a ginga, o ritmo e o estilo de vida conhecidos como "Rock´n Roll".

Encerrou sua missão neste planeta muito precocemente, com apenas 42 anos de idade, certamente para cumprir algum desígnio ainda mais nobre num plano superior. Mas deixou um enorme vazio nos corações de milhões de fãs de todas as idades, de todas as raças, religiões, culturas, origens, cores e situações econômicas.

Por tudo isso e por ter conquistado a admiração, o respeito e o amor de tantas centenas de milhões, quem sabe bilhões de pessoas em todos os continentes do planeta com sua arte e com seu jeito simples de ser, talvez seja o maior mito da humanidade de todos os tempos.  


Fonte: Pesquisas específicas diversas e texto de Oscar Luciano Gomes Neto.

Veja o álbum Elvis Presley - Fotos.

Veja também Blues, a Origem do Rock'n Roll
Veja também Rock'n Roll, um Estilo de Vida.
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Um comentário:

Márcio Almeida disse...

Ao contrário do que foi divulgado por alguns órgãos de imprensa pouco idôneos, Elvis nunca usou as chamadas drogas socialmente condenáveis! Pelo contrário, ele não só foi o ator, mas também o personagem modelo escolhido pelo governo do Presidente Nixon para uma pesada campanha contra as drogas. Além disso, era um desportista, apaixonado pela arte e pela filosofia do Karatê, graduado como Faixa Preta de quarto DAN, nível atribuído a grandes mestres.
Na verdade ele usou intensamente ao longo dos últimos cinco anos, diversos anti depressivos, barbitúricos e anfetaminas, sob controversas orientações médicas; e isso, além de provocar delírios que o forçaram a isolar-se, ainda fez aprofundar o processo depressivo pelo qual ele passava.