quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Pingo de chuva na flor.

A TARDE CAÍA, O CÉU ESTAVA COBERTO DE NUVENS ESCURAS.

DAVAM RELÂMPAGOS E TROVÕES QUE ESTREMECIAM A TERRA! O VENTO SOPRAVA ENFURECIDO COMO U LOUCO, AS ÁRVORES INCLINAVAM-SE DE UM LADO PARA OUTRO.


DE REPENTE, OUVE-SE U RUÍDO NO TELHADO: ERA A CHUVA QUE CAÍA PESADAMENTE. CHEGA A NOITE E A CHUVA CAI...


NO DIA SEGUINTE, PAULINHO LEVANTOU-SE E ABRIU VAGAROSAMENTE A JANELA DE SEU QUARTO. OLHOU PARA A LINDA FLOR AZUL QUE HAVIA ABAIXO DA JANELA, ONDE HAVIA UM LINDO PONGO DE CHUVA, QUE BRILHAVA COMO UMA PEQUENA PEDRA DE DIAMANTE"

Autoria: Marcio Almeida, em 1967 (então com 9 anos de idade) 
Publicado no jornal O Semanário Carmense, de Carmo do Paranaíba, em 22 de setembro de 1968.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Que seja bom pra mim!

Procuro o amor da minha vida! Um amor com quem possa ter ressonâncias, num encontro pleno de respeito, cumplicidade e parceria.

Alguém com quem seja possível dividir alegrias, delicadezas e alguns sonhos... não muitos, mas o suficiente para continuar a criar a magia de amar e ser amado, com total disponibilidade afetiva! Que goste de viver a vida e que queira verdadeiramente um grande amor repleto de aventuras.

Não precisa ser um amor zero quilômetro, mas tem que ser dos bons! Daqueles de se ter vontade de acordar mais cedo para levar café na cama, de ligar no meio do dia para dizer que sentiu saudade, de fazer bobagens, escrever bilhetinhos, fugir na madrugada em busca do desconhecido...

Um amor que não precisa durar para sempre, mas que seja infinitamente bom enquanto dure. Procuro um amor que seja fiel e honesto, que saiba contar piadas e sussurrar no meu ouvido palavras gostosas para antes e depois do amor.

Procuro um amor que saiba viver sozinho, que invada meu mundo devagarinho e me convença que vale a pena ficar. Procuro um amor quentinho... daqueles que não grudam na pele no verão mas que aquecem que nem edredom quando chega o inverno. Amor de dormir agarrado, de dançar colado e beijar na frente de todo mundo.


Procuro, por fim, um novo amor, uma companheira que seja minha amiga, que goste de sorvetes em tardes de chuva, e que queira seguir de mãos dadas comigo pela vida.
...
Adaptação de Rodrigo Scherter

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O significado da palavra Fuleco

Tatu Bola apelidado de Fuleco
A palavra Fuleco tem origem na linguagem usada pelos negros africanos que viviam no Brasil à época do regime escravocrata. Devido à dificuldade que muitos tinham em pronunciar o "R" entre vogais, eles substituíam-no pelo "L", fazendo uso de um vício de linguagem conhecido como lambdacismo. Por isso, ao invés de Furo, eles pronunciavam Fulo (Veja a NOTA abaixo).
Ressalte-se, ainda, que em muitas palavras o sufixo ECO tem a finalidade de indicar diminutivo com conotação depreciativa, indecorosa ou obcena, como no caso de jornaleco, livreco, doutoreco, padreco, etc...
Assim, fuleco que originalmente significaria "pequeno furo" com uma conotação pejorativa, por razões óbvias tornou-se sinônimo de ânus e passou a ser usada com propósitos de envergonhar ou ofender.

NOTA:

Segundo pesquisador Affonso Robi, da Universidade Federal do Paraná em seu estudo “Alguns Problemas da Influência Tupi na Fonética e na Morfologia do Português Popular do Brasil” (pag 12/13):
"Em certos dialetos a pronúncia é tão variável que pode ser transcrita arbitrariamente por "R" ou "L". Daí o lambdacismo tão comum nos crioulos que trocavam a pronúncia de "reino"por "lêno", "terra" por "tela" (provenientes de São Tomé e Ano Bom). Haviam ainda os que trocavam "era" por "ela", "furo" por "fulo",  "fora" por "fola", "ora" por "ola" (de Angola) e os que trocavam "varri" por "bali", "pérola" por "pélula" (de Suriname).”

Palíndromos

Palíndromos são palavras ou números que podem ser lidos nos dois sentidos (normalmente, da esquerda para a direita ou ao contrário).

Exemplos de palavras:
OVO, OSSO, RADAR.

O mesmo se aplica a frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase.
Vejam alguns exemplos:

ANOTARAM A DATA DA MARATONA

ASSIM A AIA IA A MISSA

A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA

A DROGA DA GORDA

A MALA NADA NA LAMA

A TORRE DA DERROTA

LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL

O CÉU SUECO

O GALO AMA O LAGO

O LOBO AMA O BOLO

O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO

RIR, O BREVE VERBO RIR

A CARA RAJADA DA JARARACA

SAIRAM O TIO E OITO MARIAS

SOCORRAM-ME SUBI NO ÔNIBUS EM MARROCOS


ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ

Colaboração: Maristela Helena do Amaral Praxedes