Leia também: Gramado, dois anos depois.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Minha primeira vez em Parnaíba
Leia também: Gramado, dois anos depois.
sábado, 26 de setembro de 2015
A história de Adão e Eva.
Adão ficou meio triste, mas pensou:
- Quem sabe, com o tempo ela conserta!
E o que foi feito da Lilith?
Bem! Diz a lenda que ela continua revoltada até hoje, infernizando as mulheres honestas, bem amadas e felizes. Faz de tudo pra acabar com os casamentos bem sucedidos, seduzindo os maridos e espalhando fofocas, usando, inclusive, os seus vários perfis fakes mantidos nas redes sociais.
Quando os casais bem casados têm filhos, dizem que ela costuma assombrar as crianças à noite em seus quartos, provocando pesadelos ou transformando os bonecos delas em duendes que fazem careta, só pra causar o choro e interromper o afeto e a troca de carícias dos pais.
Por causa disso, essa Lilith infeliz sempre foi associada às trevas e à escuridão. Durante o dia ela se esconde no lado escuro da lua, onde tem residências num castelo horroroso, desde que foi enxotada da vizinhança do Jardim do Éden.
E todos os casais que têm criança pequena devem manter sempre uma placa sobre o berço do filho com as palavras "Lullaby", que significa "Lilith, vá embora daqui", como forma de espantar a perversa.
É por isso que a música de ninar mais conhecida no mundo tem justamente este nome "Lullaby".
* Marcio Almeida é Engenheiro Mecânico e Engenheiro Industrial, Administrador de Empresas, MBA em Gestão Governamental e Ciência Política, Especialista em Direito Administrativo Disciplinar, pesquisador autodidata em Antropologia e HIstória da música, Meio-Maratonista, ex Diretor de Auditoria Legislativa e ex Presidente de Processos Disciplinares na Administração Federal Brasileira, M∴M∴.
Fonte:
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
Jardim vazio
E fazia nascer flores
E agora acabou tudo!...
Bati na porta o dia inteiro, mas ninguém abriu.
E fazia nascer flores
"As raízes são fortes e não morrem!"
domingo, 24 de maio de 2015
Os Carmas do Amadeu Vitorino
Eu dava banho desde que nasciam, fazia dormir, contava histórias, levava pra passear no parque e no mato, levava pro colégio, fazia tarefa, fazia sopa e miojo, contava piadinha, ensinava a andar de bicicleta, soltar pipa, rodar pião, fazer palavra cruzada, tudo do jeito que eles gostavam. Mas tiraram isso de mim e deles...
quinta-feira, 12 de março de 2015
Tiago, o nome do meu filho
Por isso, decidi que se um dia eu viesse a ter um filho, ele se chamaria Tiago, para homenagear esse personagem que, desde então, tornara-se meu "amigo" (segundo a lenda, quem faz o Caminho de Santiago, torna-se amigo do Apóstolo), e cuja presença eu sentia o tempo todo, ao longo daquelas trilhas rústicas infinitas e solitárias. Sem contar que se trata de uma figura bíblica de enorme importância para a crença cristã.
Assim, em 12 de março de 2006, eu cumpri meu trato com meu amigo, Apóstolo Tiago Peregrino de Compostela e batizei o meu TIAGO PEREIRA CAETANO DE ALMEIDA.
Antes, porém, em Gênesis-25, registra-se a história de Jacó, que tem a mesma origem etimológica, conforme veremos.
O nome original, proveniente do Aramaico, era YA'AKOV. Entre os apóstolos de Cristo haviam dois Xarás com esse nome: Tiago Maior e Tiago Menor. E, segundo algumas escrituras apócrifas, Tiago Menor teria sido irmão de Jesus Cristo.
Com a influência do domínio Romano na região de Jerusalém e a adoção do nome por latinos, este passou ser pronunciado como IACOBUS e, em decorrência de variações regionais e do latim vulgar, chegou-se a novas derivações, como JACOB e IAGO.
Outra derivação teria evoluído de IACO para IACOM e, por último, IACOMO, JACOBO e IAGO, que são algumas das variações atuais em Italiano.
As incorporações a outras línguas ainda geraram diversas variações que produziram nomes aparentemente distintos, mas que têm a mesma origem, tais como Jaime, Diego, Jacob, dentre outras.
O nome Tiago que chegou ao Português moderno
A origem do nome Tiago, que chega às línguas latinas e, por fim, ao Português atual, vem de IAGO, sendo que o aparecimento da letra “T” teve razões um tanto quanto inusitadas.
Dessa forma, a letra "T" , que antes fazia parte da palavra SainT, foi incorporada ao nome TIAGO, num processo denominado aglutinação fonética etimológica.
Assim, o nome original do Latim, Saint IAGO, passou a ser escrito San TIAGO ou Santiago em Espanhol, vindo a ser adotado em Português como SÃO TIAGO, destacando este nome tão bonito e tão cheio de histórias, que é TIAGO, o nome do meu filho.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
Em Gramado, um ano depois.
Ela surgiu na minha vida assim, do nada, como
fazem os anjos e as fadas!
A imagem do seu rostinho aparecendo como amiga no Facebook de um
colega do meu trabalho, já havia me despertado a curiosidade.
Não tanto pelo conteúdo do seu próprio perfil, quase inativo, com raras
postagens abertas falando de cachorrinhos, flores e algumas viagens, mas, sobretudo,
pela postura discreta, elegante e aristocrática, aquela expressão meiga e o sorriso enigmático revelados nas suas poucas
fotos.
Temendo ser inconveniente, numa atitude atípica, arrisquei pedir
que ela me adicionasse como amigo e esperei! Esperei até desistir!... E nada!
Cerca de três ou quatro meses depois, me surpreendi com várias
curtidas nas minhas postagens, mostrando que ela não só havia resolvido
aceitar, mas também conferiu quem era o ousado!
Com todo o respeito que ela me inspirava, tratei logo de agradecer,
deixando clara a minha intenção de simples amizade. E, nas poucas mensagens
trocadas, as suas respostas objetivas e excessivamente econômicas nas palavras,
não conseguiram disfarçar a sua inteligência e o jeitinho sóbrio, gentil, didático,
enfim, encantador!
Mas, semanas depois, ela sumiu de novo!
O tempo passou! Várias semanas, meses talvez!... E durante uma
viagem que fiz à Europa, ela voltou a dar sinal de vida. Me desejou boa viagem
e que eu aproveitasse o passeio, comentando que adorava Paris e que havia
morado e estudado em Londres.
Assim que voltei, ainda mais curioso, retomamos um contato tímido,
quando eu comecei a perceber o quanto ela era maravilhosa, descobrindo a cada
dia mais belezas, doçura e tantos outros atributos que me encantavam.
Depois de algum tempo, passamos a nos falar por telefone com alguma
frequência e, aos poucos, uma confiança mútua começou a existir entre nós,
fazendo com que aquela amizade evoluísse na forma de um sentimento cada vez
mais consolidado pela cumplicidade, pela confiança e pela admiração que nos
unia, apesar da distância que nos separava e tornava quase impossível que algum
dia a gente viesse a se conhecer pessoalmente.
Mas, por obra do destino, as minhas férias de janeiro de 2014 que, até então, estavam fadadas ao ostracismo, foram contempladas com uma inusitada e imperdível promoção de viagem para Porto Alegre, permitindo coincidir esse destino com uma viagem dela, programada há tempos para assistir à formatura de uma amiga.
Assim, no dia 10 de janeiro de 2014, no aeroporto de Porto Alegre,
pela primeira vez na vida eu pude sentir o toque e o cheiro inebriante de sua
pele! E naquele momento trêmulo, dominados pela ansiedade e pelo nervosismo,
nenhum de nós pode evitar um longo e emocionado abraço, do qual minha alma
nunca mais se desgrudou.
Depois de algumas horas perambulando juntos pela cidade, caminhando sem rumo, tomando sorvete na rua e depois de muitas risadas sem motivo e sem razão, eu descobri que tudo havia mudado na minha vida! Inclusive os planos de ficar apenas quatro dias em Porto Alegre, que se transformaram numa aventura sem compromisso, sem hora nem dia pra acabar e sem destino programado!
Tanto que no dia seguinte almoçávamos em Gramado, na Serra Gaúcha, onde tudo começou de fato. Dois dias depois estávamos em Buenos Aires andando pelas ruas, nos divertindo e nos conhecendo.
Sem nenhuma programação prévia, comemoramos juntos o aniversário dela, que começou com um almoço no centro histórico da cidade, com um Champagne Rosé oferecido pelo restaurante, indo terminar quase ao amanhecer do dia seguinte, numa boate em Recoleta!
Depois dessa viagem o meu acervo de lembranças e saudades nunca mais voltaria a ser como antes! A partir daí, vivemos um ano separados por quase dois mil quilômetros, nos encontrando a cada três ou quatro semanas. Mas, durante todo esse tempo, o meu pensamento permaneceu fixo num só foco! Ela!
Enquanto ela mantinha o seu trabalho como Gerente de Enfermagem num
Hospital a 80 km de sua cidade, eu continuava em Brasília conciliando o
trabalho, a saudade e um planejamento mágico que, nem sei como, possibilitava a
gente se ver periodicamente. Ainda que para isso eu tivesse que me inscrever em
corridas de rua de 10 km ou Meias Maratonas,
ora no Rio de Janeiro, ora em Fortaleza. Ainda que ambos tivéssemos que virar a
noite no percurso de ida e volta de ônibus entre Teresina e Parnaíba ou entre
Fortaleza e Chaval, apenas para passarmos dois dias juntos e depois voltar!
Pode até parecer que foram dias difíceis. Mas não! Nos desdobramos,
enfrentamos trancos e barrancos, mas tudo valeu muito a pena e fez história,
como na primeira vez que fui a Parnaíba e ela não apareceu pra me pegar na
rodoviária (Leia aqui: Minha primeira vez em Parnaíba)!
Foram vários episódios que provocaram ansiedades, preocupações e
inseguranças momentâneas, mas que hoje são motivo de riso.
Por isso, ao completar um ano de quando tudo começou, voltamos
novamente a Gramado para celebrar e renovar tudo o que for possível ser
renovado e, também, pra pedir a Deus que nos permita muitos e muitos anos
juntos pra que eu possa retribuir um pouco de tudo o que ela significa pra mim.
Te amo, minha princesa! Quero viver com você pra sempre!
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Em Gramado um ano depois
Ela surgiu na minha vida assim, como quem aparece do nada, como
fazem os anjos e as fadas!
A imagem do seu rostinho aparecendo como amiga no Facebook de um
colega do meu trabalho, por algumas vezes já havia me despertado a curiosidade.
Não tanto pelo conteúdo do seu próprio perfil, quase inativo, com raras
postagens falando de cachorrinhos, flores e algumas viagens, mas, sobretudo,
pela expressão de doçura e aquele sorriso enigmático revelados nas suas poucas
fotos, contrastando com uma elegante postura aristocrática e discreta.
Temendo ser inconveniente, arrisquei pedir
que ela me adicionasse como amigo e esperei! Esperei até desistir!... E nada!
Cerca de três ou quatro meses depois, me surpreendi com várias
curtidas nas minhas postagens, mostrando que ela não só havia resolvido
aceitar, mas também conferiu quem era!
Com todo o respeito que ela me inspirava, tratei logo de agradecer, deixando claro que eu não ousava mais que simples amizade virtual. E, nas poucas mensagens
trocadas, as suas respostas objetivas e excessivamente econômicas nas palavras,
não conseguiram disfarçar a sua inteligência e o jeitinho sóbrio, gentil,
didático, enfim, encantador!
Mas alguns dias depois, ela sumiu de novo!
O tempo passou! Várias semanas, meses talvez!... E durante uma
viagem que fiz à Europa, ela voltou a dar sinal de vida. Me desejou boa viagem
e que eu aproveitasse o passeio, comentando que adorava Paris e que havia
morado e estudado em Londres.
Assim que voltei, ainda mais curioso, retomamos um contato tímido,
quando eu comecei a perceber o quanto ela era maravilhosa, descobrindo a cada
dia mais belezas, doçura e tantos outros atributos que me encantavam.
Depois de algum tempo, passamos a nos falar por telefone com alguma
frequência e, aos poucos, uma confiança mútua começou a existir entre nós,
fazendo com que aquela amizade evoluísse na forma de um sentimento cada vez
mais consolidado pela cumplicidade, pela confiança e pela admiração que nos
unia, apesar da distância que nos separava e tornava quase impossível que algum
dia a gente viesse a se conhecer pessoalmente.
Mas, por obra do destino, as minhas férias de janeiro de 2014 que,
até então, estavam fadadas ao ostracismo, foram contempladas com uma inusitada
e imperdível promoção de viagem para Porto Alegre, permitindo coincidir esse
destino com uma viagem dela, programada há tempos para assistir à formatura de
uma amiga.
Assim, no dia 10 de janeiro de 2014, no aeroporto de Porto Alegre,
pela primeira vez na vida eu pude sentir o toque e o cheiro inebriante de sua
pele! E naquele momento, trêmulo, dominados pela ansiedade e pelo nervosismo,
nenhum de nós pode evitar um longo e emocionado abraço, do qual minha alma
nunca mais se desgarrou.
Depois de algumas horas perambulando juntos pela cidade, caminhando
sem rumo, tomando sorvete sentados no meio fio da praça e depois de muitas risadas sem motivo e sem
razão, eu descobri que tudo havia mudado na minha vida! Inclusive os planos de
ficar apenas quatro dias em Porto Alegre, que se transformaram numa aventura
sem compromisso, sem hora nem dia pra acabar e sem destino programado!
Tanto que no dia seguinte almoçávamos em Gramado, na Serra Gaúcha,
onde tudo começou de fato. Dois dias depois estávamos em Buenos Aires andando
pelas ruas, nos divertindo e nos conhecendo.
Sem nenhuma programação prévia, comemoramos juntos o aniversário dela,
que começou com um almoço no centro histórico da cidade, com um Champagne Rosé
oferecido pelo restaurante, indo terminar quase ao amanhecer do dia seguinte,
numa boate em Recoleta!
Depois dessa viagem o meu acervo de lembranças e saudades nunca
mais voltaria a ser como antes! A partir daí, vivemos um ano separados por
quase dois mil quilômetros, nos encontrando a cada três ou quatro semanas. Mas,
durante todo esse tempo, o meu pensamento permaneceu fixo num só foco! Ela!
Enquanto ela mantinha o seu trabalho como Gerente de Enfermagem num
Hospital a 80 km de sua cidade, eu continuava em Brasília conciliando o
trabalho, a saudade e um planejamento mágico que, nem sei como, possibilitava a
gente se ver periodicamente. Ainda que para isso eu tivesse que me inscrever em
corridas de rua de 10 km ou Meias
Maratonas, ora no Rio de Janeiro, ora em Fortaleza. Ainda que ambos tivéssemos
que virar a noite no percurso de ida e volta de ônibus entre Teresina e
Parnaíba ou entre Fortaleza e Chaval, apenas para passarmos dois dias juntos e
depois voltar!
Pode até parecer que foram dias difíceis. Mas não! Nos desdobramos,
enfrentamos trancos e barrancos, mas tudo valeu muito a pena e fez história,
como na primeira vez que fui a Parnaíba e ela não apareceu pra me pegar na
rodoviária (Leia aqui: Minha primeira vez em Parnaíba)!
Foram vários episódios que provocaram ansiedades, preocupações e
inseguranças momentâneas, mas que hoje são motivo de riso.
Por isso, ao completar um ano de quando tudo começou, voltamos
novamente a Gramado para celebrar e renovar tudo o que for possível ser
renovado e, também, pra pedir a Deus que nos permita muitos e muitos anos
juntos pra que eu possa retribuir um pouco de tudo o que ela significa pra mim.
Te amo, minha princesa! Quero viver com você pra sempre!
Em Gramado Um Ano Depois
Ela surgiu na minha vida assim, como quem aparece do nada, como
fazem os anjos e as fadas!
A imagem do seu rostinho aparecendo como amiga no Facebook de um
colega do meu trabalho, por algumas vezes já havia me despertado a curiosidade.
Não tanto pelo conteúdo do seu próprio perfil, quase inativo, com raras
postagens falando de cachorrinhos, flores e algumas viagens, mas, sobretudo,
pela expressão de doçura e aquele sorriso enigmático revelados nas suas poucas
fotos, contrastando com uma elegante postura aristocrática e ao mesmo tempo
discreta.
Temendo ser inconveniente, numa atitude atípica, arrisquei pedir
que ela me adicionasse como amigo e esperei! Esperei até desistir!... E nada!
Cerca de três ou quatro meses depois, me surpreendi com várias
curtidas nas minhas postagens, mostrando que ela não só havia resolvido
aceitar, mas também conferiu quem era o intrometido!
Com todo o respeito que ela me inspirava, tratei logo de agradecer,
deixando clara a minha intenção de simples amizade. E, nas poucas mensagens
trocadas, as suas respostas objetivas e excessivamente econômicas nas palavras,
não conseguiram disfarçar a sua inteligência e o jeitinho sóbrio, gentil,
didático, enfim, encantador!
Mas, semanas depois, ela sumiu de novo!
O tempo passou! Várias semanas, meses talvez!... E durante uma
viagem que fiz à Europa, ela voltou a dar sinal de vida. Me desejou boa viagem
e que eu aproveitasse o passeio, comentando que adorava Paris e que havia
morado e estudado em Londres.
Assim que voltei, ainda mais curioso, retomamos um contato tímido,
quando eu comecei a perceber o quanto ela era maravilhosa, descobrindo a cada
dia mais belezas, doçura e tantos outros atributos que me encantavam.
Depois de algum tempo, passamos a nos falar por telefone com alguma
frequência e, aos poucos, uma confiança mútua começou a existir entre nós,
fazendo com que aquela amizade evoluísse na forma de um sentimento cada vez
mais consolidado pela cumplicidade, pela confiança e pela admiração que nos
unia, apesar da distância que nos separava e tornava quase impossível que algum
dia a gente viesse a se conhecer pessoalmente.
Mas, por obra do destino, as minhas férias de janeiro de 2014 que,
até então, estavam fadadas ao ostracismo, foram contempladas com uma inusitada e
imperdível promoção de viagem para Porto Alegre, permitindo coincidir esse
destino com uma viagem dela, programada há tempos para assistir à formatura de
uma amiga.
Assim, no dia 10 de janeiro de 2014, no aeroporto de Porto Alegre,
pela primeira vez na vida eu pude sentir o toque e o cheiro inebriante de sua
pele! E naquele momento trêmulo, dominados pela ansiedade e pelo nervosismo,
nenhum de nós pode evitar um longo e emocionado abraço, do qual minha alma
nunca mais se desgrudou.
Depois de algumas horas perambulando juntos pela cidade, caminhando
sem rumo, tomando sorvete na rua e depois de muitas risadas sem motivo e sem
razão, eu descobri que tudo havia mudado na minha vida! Inclusive os planos de
ficar apenas quatro dias em Porto Alegre, que se transformaram numa aventura
sem compromisso, sem hora nem dia pra acabar e sem destino programado!
Tanto que no dia seguinte almoçávamos em Gramado, na Serra Gaúcha,
onde tudo começou de fato. Dois dias depois estávamos em Buenos Aires andando
pelas ruas, nos divertindo e nos conhecendo.
Sem nenhuma programação prévia, comemoramos juntos o aniversário
dela, que começou com um almoço no centro histórico da cidade, com um Champagne
Rosé oferecido pelo restaurante, indo terminar quase ao amanhecer do dia
seguinte, numa boate em Recoleta!
Depois dessa viagem o meu acervo de lembranças e saudades nunca
mais voltaria a ser como antes! A partir daí, vivemos um ano separados por quase
dois mil quilômetros, nos encontrando a cada três ou quatro semanas. Mas,
durante todo esse tempo, o meu pensamento permaneceu fixo num só foco! Ela!
Enquanto ela mantinha o seu trabalho como Gerente de Enfermagem num
Hospital a 80 km de sua cidade, eu continuava em Brasília conciliando o
trabalho, a saudade e um planejamento mágico que, nem sei como, possibilitava a
gente se ver periodicamente. Ainda que para isso eu tivesse que me inscrever em
corridas de rua de 10 km ou Meias
Maratonas, ora no Rio de Janeiro, ora em Fortaleza. Ainda que ambos tivéssemos
que virar a noite no percurso de ida e volta de ônibus entre Teresina e
Parnaíba ou entre Fortaleza e Chaval, apenas para passarmos dois dias juntos e
depois voltar!
Pode até parecer que foram dias difíceis. Mas não! Nos desdobramos,
enfrentamos trancos e barrancos, mas tudo valeu muito a pena e fez história,
como na primeira vez que fui a Parnaíba e ela não apareceu pra me pegar na
rodoviária (Leia aqui: Minha primeira vez em Parnaíba)!
Foram vários episódios que provocaram ansiedades, preocupações e
inseguranças momentâneas, mas que hoje são motivo de riso.
Por isso, ao completar um ano de quando tudo começou, voltamos
novamente a Gramado para celebrar e renovar tudo o que for possível ser
renovado e, também, pra pedir a Deus que nos permita muitos e muitos anos
juntos pra que eu possa retribuir um pouco de tudo o que ela significa pra mim.
Te amo, minha princesa! Quero viver com você pra sempre!






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